Como os seres humanos os rios tem um inicio (nascente) e um fim aparente (desembocadura ou aparente desaparecimento). Cada um dos milhares de rios existentes no planeta terra, são distintos um dos outros, uns são curtissimos, outros longos em percurso: uns quase que imperceptivos e mesmo outros marcantes pelo volume de água, pela largura de suas margens, pela acidentalidade dos caminhos, espetaculares cachoeiras, profundidades de seus leitos, obstáculos a vencer, etc.

Todos estes rios, quando olhamos do alto ou há grandes distancias, são símbolos de Serenidade e Paz, que inspiram pintores e poetas e nos trazem tanta energia em todos os tempos. Sempre os cineastras os reproduzem acompanhados de belissimas musicas clássicas ou romanticas e os associamos a símbolos de felicidade, Serenidade e Paz.

Convém aproveitar o momento para incluir aqui tambem outra reflexão que concorre a nossos propositos desta conversa. A de que todas as coisas da Criação tem um proposito à propria Criação e devem ser passíveis de um entendimento superior na consecução do projeto Divino.

Igualmente os recursos naturais como os rios, os animais, as aves, os insetos, microarganismos e todos as coisas invisiveis e ainda desconhecidas para todos nós da Criação, guardam uma relação de harmonia e interdependencia com a propria Criação e sendo o ser humano parte direta da Criação, por consequinte, como ator e agente deste sistema cósmico sofre ações e presença existencial dos outros atores e agentes.

Todos são fontes de reflexão para buscarmos serviços para nosso plano de conquistarmos estados de Serenidade e Paz.

Quando olhamos os rios de longe ou do alto todos nos parecem em harmonia e quando estamos próximos, mapeando centímetro a centímetro, vemos sempre uma realidade bem diferente.

Às vezes nos deparamos com àguas paradas, calmas e tranquilas, como as de nossa visão a distancia, que com a ação do vento vão salpicando em ondas, leves e suaves. Sem esforco notamos o rítmo cadenciado e sereno. Podemos mesmo ouvir seu som que o descortinamos numa musica suave e agradavel.

"Há pessoas que aí se entregam, vendo esvair suas vidas, suas emoções e seus sonhos, como um terminal de um rio que seca."


Outras vezes, vemos estas mesmas àguas quando aproximamos dos rios, como àguas densas e velozes. Algumas vezes mesmo como àguas revoltas e incontrolaveis, para as leves folhas que caem em seu leito, como para nós ao energimo-nas, para pequenas embarcações ou mesmos grandes embarcações ao singrarem estas mesmas àguas.

Podemos ainda considerar àguas que podem nos imprescionar com sua periculosidade. Onde o perigo é eminente, frente a quantidade de pedras e da acidentalidade geografica, aliada à altura e dimensões estravagantes; bem como, do barulho ensurdecedor destas quedas d’agua.

Note que em todas estes diversos cenários as àguas sãos as mesmas deste imaginário rio, seu objetivo é o mesmo e dia e noite, o trabalho sucede, o tempo é implacavel e assevera a todo instante o próprio momento do presente, que semelhantemente podemos transportar para exemplificarmos a nossa própria vida.

As àguas paradas da observação inicial se coadunam a instanes ou momentos de estagnação de nossa vida, onde o desanimo, por um lado, pode denotar que a luta esta perdida. Estamos fadados a morte, ao apodrecimento, ao esquecimento dos demais.

Há pessoas que aí se entregam, vendo esvair suas vidas, suas emoções e seus sonhos, como um terminal de um rio que seca.

Outros nestas mesmas àguas paradas, veem a necessidade de esperar e esperam com paciencia, outros ainda esperam com revolta e sofrimento.

Há aqueles que buscam na maleficencia, na inveja, na ira ou seja em estados frustantes e negativos, que sao fontes de desequilibrio a danosa espera. Até que um dia as chuvas da vida retornam e o terminal se enche novamente dando curso ao rio de nossas vidas.
Outra situação a se observar são as situações da incidencia de chuvas torrenciais, ao ponto de comprometido pela insuficiencia do escoamento do próprio rio. As águas vao se levantando e aí nesta mesma parte do rio, que antes elas estavam paradas, temos agora àguas transbordantes e incontrolaveis. São as enchentes e imundações se apresentando em nossas vidas.

Pessoas há nesta situação que como o rio avassalam todas as coisas a sua volta, levando toda a proteção das margens do rio, formando uma corrente de panico e descontrole, semeando miserias, descontrole e sofrimento, exigindo mecanismos de correção, que possam promover Tranquilidade e Calma em nossos atos.

VEM DAI QUE A APATIA E A AGITACAO, SAO INIMIGOS NATURAIS DA SERENIDADE E DA PAZ A TODOS NOS.

SAO INSTRUMENTOS FAVORAVEIS E GERADORES DE SERENIDADE E PAZ, O EXERCICIO DA PACIENCIA, DA CALMA E DA TRANQUILIDADE, ALIADOS A ESPERANÇA E A FÉ.

INUMERAS VIRTUDES E/OU VALORES MORAIS VAO ENTAO CONCORRER PARA OBTERMOS TAIS ESTADOS DE SENTIMENTO.

"“Deixa a vida me levar
Vida leva eu
Deixa a vida me levar
Vida leva eu” (Zeca Pagodinho)

Voltando contudo, ao nosso rio, ou melhor ao rio de nossas vidas, observamos as vezes trechos que aos nossos olhos se perdem no horizonte, em que as àguas deslizam livres de qualquer impedimento, ao sabor dos ventos e na declividade do solo, as vezes àguas plácidas e calmas, num harmonioso e tranquilo movimento, donde nem nos apercebemos de seus ruídos diminutos e nos deliciamos com a suavidade, absorvendo uma brisa real ou imaginaria que dele emana.

Às vezes somos mesmo gratificados com o saltar de alguns peixes, denotando a saúde e beleza que ele tem. Nossas vidas aí navegam em àguas calmas e fácil é observar a beleza e a leveza destes momentos. As pequenas intranquilidades são facilmente superadas e o clima de otimismo invade e determina o bom momento de todos nos.

 

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