O Emprego Divino da Energia Sexual

Jesus nos inspira por meio de seus ensinamentos a buscarmos nossa evolução. No significativo “Podereis fazer o que faço e muito mais” nos mostra claramente nossas elevadas possibilidades, desde que, obviamente procuremos empreender esforço, disciplina e força de vontade em nosso processo de ascensão espiritual.

A educação é fator preponderante em nossa caminhada, sem ela não há progresso. Para atingi-la precisamos buscar o estudo, o autoconhecimento e sua aplicação em nossa vida, em nosso dia a dia.

O entendimento de nossa estrutura física e espiritual é fundamental para crescermos de forma consciente, utilizando este conhecimento a nosso favor.

No Universo encontramos dois elementos gerais,  espírito e matéria, acima deles, Deus, O Criador. A matéria será utilizada pelo espírito para que este alcance os objetivos da evolução.

A energia, que é matéria, segundo a Física é uma magnitude abstrata, mas podemos considerá-la como uma força que produz movimento ou transforma outros corpos.

Entre as várias formas de energia, encontraremos a energia sexual, que faz parte de nossas vidas, mesmo que muitos não a considerem, conheçam ou dominem.

Em nosso perispírito, encontraremos os centros de forças, responsáveis pela manipulação, recepção e emissão de energias ou fluidos vitais.

A energia sexual, inerente a todo ser, diferentemente do que muitos pensam, não está somente ligada à esfera do sexo.

Ela é responsável por guiar e modelar novas formas entre os homens, assegurando a família e a reencarnação, estabelecendo estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas, de obras beneméritas da sensibilidade e da cultura, reprodução e extensão do progresso e da experiência, da beleza e do amor.

No homem primitivo o uso desta energia é indiscriminada. Por seu intermédio apenas busca satisfazer seus instintos muito arraigados ainda ao recente estágio no reino animal. Aos poucos evolui e aprende que a energia sexual envolve discernimento e responsabilidade. Cansado de colher os frutos de suas ilusões egoístas, vê na monogamia uma forma mais segura para suas manifestações afetivas, aprendendo, assim, a desenvolver o respeito, a fidelidade e amor. Compreende que ninguém fere o outro sem ferir-se, e que o que fizermos ao outro, pela Lei de Causa e Efeito, receberemos da vida, não como castigo divino, mas sim como forma de aprendizado, pois Deus nosso Pai sabe que precisamos de tempo para aprender.

Por Maria de Cássia Anselmo

Sempre que nos consorciamos a outrem para comunhão sexual baseada na confiança e afeto, fechamos um circuito, no qual nos alimentaremos mútua e psiquicamente de energias espirituais. Por meio de nosso pensamento, nos ligamos ao objeto de nosso desejo e quando somos correspondidos por meio da afinidade e sintonia, criamos uma forte conexão mental. Quando estas ligações são vinculadas ao desequilíbrio, dando vazão aos instintos primitivos que apenas visam à satisfação física, sem o devido respeito ao outro, nos conectamos em um circuito vicioso e insalubre, podendo gerar sérias consequências, inclusive a compulsão sexual.

Muitos buscam no sexo a felicidade que só encontramos no amor, no relacionamento que precisa de tempo, dedicação e carinho para ser construído.

Na espiritualidade seremos os mesmos. Vários escritores descrevem situações nas quais somos atraídos por nossos interesses, nos ligando a mentes que se afinem com nossos desejos. Por isso a necessidade de nos educarmos, buscando o controle sobre esta energia que, se bem utilizada, poderá nos auxiliar e muito.

A energia sexual, como toda a matéria, não é boa ou ruim, mas se qualifica no uso que dela façamos. Qualquer energia mal empregada causará prejuízos a nós e aos outros.

Sublimá-la é uma conquista do Espírito e, quando alcançarmos este patamar, certamente seremos capazes de construir uma humanidade melhor e mais feliz, uma vez que nossas relações serão pautadas no amor.

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