Conviver e crescer

 Por Umberto Fabbri

Viver em sociedade faz parte das sabias Leis Divinas, entretanto esta Lei apresenta grande complexidade e desafios.

Por meio da convivência, seja ela em família ou em sociedade é possível o crescimento, tanto espiritual, quanto material. Aprendemos uns com os outros, observando e convivendo é possível aprender, dividindo experiências e conhecimentos. Aquele que aprendeu mais pode e deve dividir suas conquistas com os que estão ainda no início da jornada. Entretanto quando não há bondade, desprendimento, compreensão e fraternidade, o conviver, principalmente com os que nos são diferentes, pode gerar o preconceito e o sofrimento.

Ao observarmos a História da Humanidade, veremos que grandes desatinos já foram cometidos pela sociedade; em nome da paz, se fez a guerra, em nome de Deus se aplicou a violência e o desamor, em nome da liberdade muitos tiveram seus direitos cerceados. Tudo pela inexperiência e imaturidade espiritual. Muito já se caminhou, é verdade, e uma boa parte da Humanidade aprendeu a duras penas, que o que plantarmos colheremos e que não se pode ser feliz com a infelicidade do outro.

As leis humanas, apesar de imperfeitas, pois são feitas por nós, seres imperfeitos, tentam regulamentar a ordem social, para que seja possível uma vida justa e digna para todos.   Mas apesar do que muitos possam pensar esta ordem social tão almejada, deveria ser implantada em nosso modo de ser e viver, não como uma situação externa e imposta, mas sim íntima e individual. A maneira como vemos o mundo, a nós e as pessoas que nos cercam é fator preponderante para que consigamos viver em harmonia.

Jesus nos ensina o modo certo de convivência harmônica, no amor a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos. A Lei de Amor é a pedra fundamental que regula todas as outras. É compreensível que em nosso estágio evolutivo atual ainda não consigamos amar verdadeiramente, mas já nos é possível, respeitar o direito do próximo, aceitando as diferenças, afinal de contas quem garante que o “nosso” modo de ser e viver é o melhor, o mais acertado? O único ser que pode servir de verdadeiro modelo em todas as circunstâncias é Jesus.

Não nascemos para a solidão, não crescemos e não sobrevivemos sozinhos, dependemos uns dos outros para a manutenção da vida, mas principalmente para evoluirmos. Mesmo no atrito, quando nos deparamos com as dificuldades de convivência, podemos também crescer. Nossos desafetos são os melhores professores, pois exigem nosso máximo, inúmera vezes somos chamados ao desenvolvimento obrigatório de virtudes para a superação destas situações. Por exemplo, frente a ingratidão, a traição, ao desamor de uma forma geral, se não buscarmos a vivência da paciência, do perdão, da tolerância, podemos adoecer, física e espiritualmente.

O modo como convivemos, compartilhamos e dividimos o que já possuímos é o termômetro que demonstra nosso estágio evolutivo.

Pense nisto!

 

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