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Busca do sentido existencial

Por Lucia Vilela de Andrade

Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo.

A existência humana é a soma de múltiplas experiências evolutivas, de trabalho ao longo do tempo, através do automatismo, transformando-o em instinto e posteriormente em elevadas expressões do sentimento e da razão. A razão aflora, afasta-se a ignorância, qual cascalho que envolve a pedra preciosa.

O primarismo predomina, até que aflore a dinâmica evolutiva.      O Ser apenas reage, sem saber agir. Não sabe discernir, agride, deprime-se…

Desconhece o valor da luta saudável para o progresso, aí surgem as indagações:

– ” Para que viver?”

– ” Por que lutar?”

– ” Como desenvolver a capacidade de perseverança e disciplina para alcançar a meta ?”

Vive-se e isto é incontestável Viver da melhor forma possível é o desfio imediato. Viver bem – desfrutando os recursos da Natureza e da Inteligência, para bem viver…

Tal conquista sempre se consegue mediante esforço, não aceitação comodista, partindo-se para a luta de crescimento pessoal. Cada etapa vencida capacita o Ser para futuras realizações, ” depois de cada depois”…

O vazio existencial surge com a perda de alguns sentidos animais, básicos, que lhe davam segurança e também o desaparecimento das tradições, que se diluem, se enfraquecem, deixando de ser paradigmas de equilíbrio.

É necessário escolher, com discernimento, novos motivos de sobrevivência. Sem essas novas diretrizes a criatura se torna instrumento dos outros, tem comportamento de massa, é conformista, não reage mais como individuo.

E assim, sem modificação específica, deixa-se conduzir pelo grupo que lhe impõe comportamentos agressivos, anulando seu interesse  e campo de ação. Dessa forma perde, naturalmente, o contato com o SELF e assume modismos, se despersonaliza, vive em função do EGO.

Nesse vazio, sem real motivação para viver, foge para as drogas, para a sexualidade desenfreada ou outros comportamentos impróprios e cai em depressão.

Mas, sabe-se bem, as completas engrenagens do mundo material não preenchem o vazio interior e acabam produzindo um certo estado de amargura que parece inexplicável. Mais que nunca, fica clara aí a afirmação de Jesus:- ” Nem só de pão vive o Homem…”

Com muita frequência ouvimos falar de pessoas que tem ” tudo que o mundo material pode oferecer – dinheiro, poder, família, beleza e no entanto não conseguem ser feliz …Isto simplesmente porque esse ” tudo” não dá sentido a essa complicada equação que é a vida, não esclarece seu significado, sua razão de ser.

A tensão gerada por novas buscas infrutíferas, somada ‘a saturação que decorre dessa vivência, resultam em transtornos psicológicos, neuroses.

Por isso está cada  vez mais comum a depressão, ocorrendo até nas pessoas atuantes, muito comum nas aposentadorias, nos feriados e férias, que expõem as feridas existenciais do vazio.

Diz Joanna de Angelis:

-” É preciso que a criatura busque um sentido existencial verdadeiro, que lhe será força impulsionadora para o progresso”.

É uma questão muito pessoal, que o próprio indivíduo deve buscar, que ninguém pode oferecer, conseguido pelo próprio  Ser, de tão particular que é…

Nosso Mestre Jesus, profundo conhecedor da alma humana, ante a transitoriedade  da vida material e da fugacidade dos valores do mundo terrestre propôs:

-” Buscai o Reino de Deus e Sua justiça e tudo mais lhe será acrescentado”.

Uma vez a meta maior – VALORES  ESPIRITUAIS – seja estabelecida, as demais aspirações ( sentido da vida, objetivos existenciais) se tornam secundários e chegarão naturalmente.

Essa busca não é resultado de fé dogmática, mas da luz da razão, movida pela vontade, construindo uma vida mais expressiva, mais rica  de conteúdo, de aspirações profundas e autênticas.

Afeições familiares, um ideal priorizado, o retorno ao serviço, uma atividade dignificadora, entre outros, são objetivos que dão sentido ‘a vida e que ajudam a criatura a sair ” de si mesma”. Quando  se tem “por que” viver, fica mais fácil superar obstáculos e impedimentos.

Os princípios morais – alguns inéditos no Ser humano – são indispensáveis, aqueles que são inerentes, básicos, derivados do AMOR.

Amor – substância criadora, mantenedora do Universo, essência divina, constitui-se uma verdadeira dádiva de Deus para todos que se identificam com a vida e se alegram com seu esplendor e beleza.

Ao descobrir-se a potência da energia do Amor, faz-se ´possível canalizá-la terapeuticamente a benefício próprio e do próximo.

Ensina Joanna de Angelis que ” AMORTERAPIA” é, portanto, o processo mediante o qual se pode contribuir conscientemente em favor de uma sociedade mais saudável, mais justa e mais nobre.

Respeitar a vida, amando-a; fomentar o progresso, trabalhando ; construir a felicidade, perseverando; não fazer a outrem o que não deseja que o outrem lhe faça, eliminam qualquer possibilidade de consciência de culpa, de conflito e estabelecem diretriz segura.

Sem meta não se vive, é preciso reinventar razões e motivos para ser útil, no serviço ao próximo, na auto doação a comunidade, no trabalho em equipe, rompendo o clima sombrio do vazio existencial.

Por Lucia Vilela de Andrade

O Ser humano é a medida das suas aspirações e conquistas, sem o que a mediocridade o vence. Toda ascensão impõe sacrifícios, é necessário não desfalecer jamais.

Cada momento propicia renascimento quando se está vigilante para fazê-lo.

Exercícios físicos e rítmicos – natação, caminhada, ciclismo, ao lado de exercícios mentais- boas leituras, música inspiradora, conversações instrutivas, relacionamentos estimulantes, orações, meditações, ajuda ao próximo são excelentes terapias para a redescoberta do significado existencial e da vida.

Quando a criatura olha para fora, sonha; quando olha para dentro, acorda…

Através do Amor o Ser humano o alcança o ápice da evolução, transformando as aspirações em realidades que movimenta na direção do Bem geral. Através do Amor o Ser se espiritualiza e avança na direção do infinito, plenamente realizado, totalmente saudável, portanto feliz.

Bibliografia:

” Amor, imbatível Amor”.

Joanna de Angelis/Divaldo P. Franco

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Dr. Bezerra y la Evangelizacion Infanto Juvenil

8. Que recursos los Amigos Espirituales podrían sugerir con vistas a la dinamización de la tarea de Evangelización Espírita Infanto-Juvenil?

Los servicios de la Evangelización Espírita Infanto-Juvenil van caminando conforme su propio ritmo, según las posibilidades de sus colaboradores y dentro de la amplitud de las oportundiades favorables.

Entretanto, se renueva la mentalidad de los adultos, ya sean padres o tutores, directores de instituciones o servidores del Movimiento Espírita con aclaraciones sobre la importancia y necesidad de la Evangelización Espírita Infanto-Juvenil, habrá una notable aceleración, una ampliación más sensible de las tareas previstas.

Por ese motivo, son tan necesarias las campañas de esclarecimiento junto a la familia cristiana, las Instituciones Espíritas, como también a los propios evangelizadores.

No hay duda de que, creciendo la demanda, se presentarán nuevos colaboradores para la ampliación de las legiones evangélicas de encarnados y desencarnados, a las cuales no les faltará los recursos de la fé y las inspiraciones del Mas Alto para que se realicen las siembras de la luz.

Por otro lado, el apoyo de los nuevos métodos de enseñanza, en la dinámica pedagógica de los tiempos actuales, implicaría ayuda, estímulo y seguridad al Movimiento Espírita de Evangelización de niños y de jóvenes, donde profesores, educacores y laicos, de corazones entrelazados en el objetivo común, continuarán recogiendo de los Planos mas Altos la inspiración precisa para conducir con acierto, maestría y objetividad la dignifacante tarea que les fue confiada en nombre del Amor.

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