Monthly Archives: February 2014

Espiritismo e violência

Por Umberto Fabbri

A discussão em relação ao tema da violência não é nova. Os periódicos no mundo trazem estampadas em suas primeiras páginas, cenas que fazem parte do cotidiano e por vezes aceitas como produto de consumo vulgar.

O coro se estende dizendo que a violência não tem mais controle e sugerem medidas drásticas de contenção, que por incrível que pareça, são na sua grande maioria mais violentas ainda.

Mas a pergunta que se faz é: o ser aqui reencarnado está realmente mais violento?

As respostas rápidas surgem afirmativamente, seguidas da seguinte expressão: “é lógico que sim!!!”

Será? Estudos publicados recentemente na Universidade de Harvard nos USA, apontam que o ser humano nunca esteve tão menos violento e pacífico como nos últimos 60 anos.

Mas é aquela velha história da análise imediata: “Veja quantos conflitos ao redor do mundo, quantas atitudes violentas partindo de grupos ou de caráter individual”,    recitam alguns.

Não podemos, nos transformarmos em otimistas irresponsáveis, daqueles que não querem enxergar o óbvio. Mas daí partirmos para uma conclusão apressada, vai uma grande distância.

Se formos buscar informações históricas, ficaremos boquiabertos com duas grandes guerras, em um curtíssimo período de tempo entre uma e outra.

A primeira de 1.914 à 1918, seguida pela II Grande Guerra, que se iniciou em 1.939 com a sua finalização somente em 1.945.

Somente na segunda guerra mundial, estima-se que o conflito ceifou a vida de 50 milhões de pessoas.

Sem dúvida, a questão da violência não pode ser menosprezada nos dias que correm, não podemos utilizar situações anteriores para justificarmos as atuais. Porém, aceitar pura e simplesmente que as coisas estão mudando para pior, seria questionar a Sabedoria Divina, relativa a evolução do ser humano em nosso planeta.

Não consta na literatura espírita, em nenhuma obra que tenhamos estudado, que o ser regrida tal como no processo da Metempsicose e sim, por opção, pode ele estacionar. Estacionamento esse bastante relativo,  e sinceramente, o consideramos parcial, porque por mais que negligenciemos a oportunidade do aprendizado e do desenvolvimento, alguma coisa ficará retida em nós, pelo simples movimento da vida, em qualquer plano em que nos encontrarmos.

Claro está que, perderemos a oportunidade de amealharmos maior conhecimento e desenvolvimento, mas até para o aluno repetente, existe uma lição  e consequentemente, pelo mínimo que seja, um certo grau de amadurecimento e aprendizado.

Logo, o ser não regride, e se não o faz, os aspectos relativos à violência não podem estar mais ressaltados em nós do que em nosso passado relativamente recente.

Entender isso não é tarefa tão complexa, basta ver o horror que nos causa hoje determinados e infelizes acontecimentos, apresentados diariamente pelos mais variados veículos de comunicação; no entanto, não faz muito tempo, a diversão de uma boa parcela da população global era assistir pessoas se degladiando até a morte.

Claro está que nós estamos mais informados, e por falta do exercício do Evangelho do Cristo, o consumo dessas informações ainda tem preponderância, por vezes, em nossas escolhas, não generalizando, obviamente.

Buscam-se soluções em modelos os mais diversos, e natural está que o esforço da diminuição da violência passa pela nossa responsabilidade, relembrando os ensinos de Jesus: ‘Aquilo que se planta, colhe-se”.

Logo, é de responsabilidade de cada um, modificarmos nosso comportamento nos padrões do Evangelho do Cristo. A violência começa dentro do próprio lar, e este pode ser o exportador de pacificadores ou de guerreiros.

A pergunta é simples e já data de mais de 2.000 anos:  até quando resistiremos a aplicação plena do Evangelho em nossas vidas?

A resposta é naturalmente de caráter individual, e em caso de reclamações ou dúvidas, a própria pessoa deverá ser consultada.

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Espiritismo y violencia

Por Umberto Fabbri

La discusión en relación con este tema de la violencia no es nuevo. Los periódicos del mundo traen impreso en sus portadas, escenas que forman parte de la vida cotidiana y, a veces son aceptadas como un producto de consumo ordinario.

Las voces se extienden diciendo que la violencia no tiene más control y sugieren medidas de contención drásticas, que aunque parezca mentira, son la gran mayoría aún más violentas.

Pero la pregunta que hacemos es:  el Ser reencarnado aquí en la tierra, es realmente más violento?

Las respuestas rápidas surgen afirmativamente, seguidas de la siguiente expresión: “es lógico que si!”

Será? Estudios publicados recientemente en la Universidad de Harvard en los Estados Unidos, indican que el ser humano nunca ha sido menos violento y pacífico como en los últimos 60 años

Pero es la vieja historia de un análisis instantáneo: “Vea cuantos conflictos alrededor del mundo, cuantas actitudes violentas partiendo de los grupos,  o de carácter individual”, recitan algunos.

No nos podemos transformar en optimistas irresponsables, aquellos que no quieren ver lo obvio. Pero luego nos dirigimos a una conclusión precipitada, habiendo una gran diferencia.

Si buscamos información histórica, quedaríamos atónitos con las dos grandes guerras, en un período de tiempo muy corto entre una y  la otra.

La primera de 1914 a 1918, seguida por la Segunda Gran Guerra, que se inició en 1939 finalizando en 1945.

Solamente en la segunda guerra mundial, se estima que el conflicto cobró la vida de 50 millones de personas.

Sin duda, el problema de la violencia no puede ser menospreciado en los dias actuales, no podemos utilizar situaciones anteriores para justificar nuestras actuaciones. Aceptar pura y llanamente que las cosas estan cambiando para peor, seria cuestionar la Sabiduría Divina, relativa a la evolución del ser humano en nuestro planeta.

No consta en la literatura espírita, en ninguna obra que hayamos estudiado, que el ser retrocede tal como en el proceso de la Metempsicosis  y si, por opción, puede estacionarse. Estacionamiento que es  bastante relativo,  y sinceramente, lo consideramos parcial, porque por más que malgastemos la oportunidad del aprendizaje y del  desenvolvimiento, alguna cosa quedará retenida  en nosotros, por los simples movimientos de la vida, en cualquier plano en que nos encontremos.

Está claro que, perderemos la oportunidad de adquirir mayor conocimiento y desarrollo, y hasta para el alumno repitiente, existe una lección y consecuentemente, por  mínimo que sea, logrará un cierto grado de madurez y aprendizaje.

Luego, el ser no retrocede, y si no lo hace, los aspectos relativos a la violencia no pueden estar más enfatizados  en nosotros ahora que en nuestro pasado relativamente reciente.

Entender esto no es una tarea tan compleja, basta ver el horror que nos produce hoy determinados e infelices acontecimientos, presentados diariamente por los más variados medios de comunicación; sin embargo, no hace mucho tiempo, la diversión de una buena parte de la población mundial era asistir a la gente peleando a muerte.

Está claro que estamos más informados, y por la falta del ejercicio del evangelio de Cristo, el consumidor todavía tiene una preponderancia de tal información, a veces en nuestras escuelas, no generalizando, obviamente.

Se buscan soluciones en los modelos más diversos y es natural que el esfuerzo de reducir la violencia se convierte en nuestra responsabilidad, recordando las enseñanzas de Jesús: “Lo que siembras, cosecharás”.

Por tanto, es responsabilidad de cada uno, modificar nuestros patrones de comportamiento del Evangelio de Cristo. La violencia comienza dentro de su propia casa, y ésta puede ser la exportadora de pacificadores o guerreros.

La pregunta es simple y ya tiene más de 2000 años:  hasta cuando resistiremos la aplicación plena del Evangelio en nuestras vidas?

La respuesta es naturalmente de carácter individual, y en caso de reclamos o dudas, la própia persona debe auto consultarse.

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