Monthly Archives: September 2014

MEDIUNIDADE

“Dai de graça o que de graça recebestes…” –   O evangelho segundo o espiritismo, Cap. 26

Umberto Fabbri

Neste ensinamento claro e objetivo de Jesus, fica evidente que o trabalho realizado com a ferramenta mediúnica não deve ser pago de forma alguma, tanto nos aspectos materiais, como nas aspirações pessoais que busquem destaque, privilégios e facilidades.

Não podemos aceitar a mediunidade como profissão. Mediunidade é recurso divino, possibilitando a atuação do alto para auxílio e orientação da humanidade. Todo profissional recebe remuneração pelo produto de seu trabalho, esforço e especialização. No processo mediúnico, porém, o médium apenas transmite a comunicação, seja ela falada, escrita, inspirada, etc., sendo o espírito comunicante o verdadeiro autor da informação.

Alguns companheiros acabam desvirtuando o compromisso assumido na caridade mediúnica e procuram o favorecimento egoísta, explorando a fragilidade e desespero de quem sofre. Sempre que nos desviamos do bem legítimo, nos desconectamos dos mentores e, por mudança de sintonia e afinidade, nos ligamos àqueles que se comprazem deste comportamento.

Se Jesus é modelo inspirador, basta observar seu comportamento. Em momento algum buscou vantagens, reconhecimento, elogios, deferências ou mesmo gratidão. Tudo o que realizou foi movido pelo mais puro amor e bondade. Deu ao rico e ao pobre as mesmas oportunidades de ajuda e amparo.

A faculdade mediúnica é alavanca de progresso visando nosso adiantamento e oferece o benefício de exercitar a caridade. Dentro de mais um ensinamento do Cristo, de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”, encontramos  a lógica do compromisso perante Deus e  nossa própria consciência.

Tendo-se claro o objetivo mediúnico, como oportunidade do trabalho no bem, nosso esforço deverá ser o da atitude disciplinada frente à realização desta causa.

Mediunidade com Jesus é compromisso de trabalho voluntário e desinteressado, e merecerá todo o respeito e comprometimento daquele que se propõe a realizá-lo. Cabe ao trabalhador fiel que deseja sinceramente servir, e não ser servido, longe de se sentir obrigado ou forçado, trabalhar com alegria e disciplina.

Se devemos ser responsáveis pelo nosso crescimento e evolução, pelas conquistas de caráter pessoal que requerem investimentos constantes em nós mesmos, estudos continuados que nos especializem ao trabalho mais produtivo, que dizer então da responsabilidade do médium que se dispõe a trabalhar nas trincheiras da dor?

A determinação deverá ser uma constante em relação ao estudo e ao trabalho com a ferramenta do bem. Mediunidade gratuita exige conscientização do ser, que cansado do sofrimento, busca alçar voos mais altos, em busca da sua felicidade, sabendo que a encontrará na felicidade do próximo, no segundo mandamento máximo do Cristo, que ensina que devemos nos esforçar no exercício do amor ao próximo e a nós mesmos.

Não podemos colocar preço no amor, não temos como mensurá-lo, e sendo a mediunidade ferramenta do amor, como lhe atribuir custo?

A conscientização do médium relativa à questão da gratuidade, daquilo que não lhe é propriedade para comercialização, é a conquista da criatura que se liga a Deus e a Jesus e tem com isso a satisfação de encontrar no serviço em favor do semelhante a alegria da conquista de si mesmo, no processo do autoconhecimento, passando ao gerenciamento efetivo nos padrões do Evangelho, de sua vida e de seu livre- arbítrio.

     

                                                                      

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Escola de Evangelização dos Centros Espíritas – Bezerra de Menezes

RESPOSTA DE BEZERRA DE MENEZES, ATRAVÉS DO MÉDIUM JÚLIO CEZAR GRANDI RIBEIRO, A UM QUESTIONÁRIO QUE LHE FOI PROPOSTO SOBRE O RELEVANTE TEMA EM FOCO

 

7. Que orientação os Amigos Espirituais dariam aos pais espíritas em relação ao encaminhamento dos filhos à Escola de Evangelização dos Centros Espíritas?

 

Conquanto seja o lar a escola por excelência onde a criatura deva receber os mais amplos favores da educação, burilando-lhe o sentimento e o caráter, não desconhecemos a imperiosidade de os pais buscarem noutras instituições sociais o justo apoio à educação da prole; e, assim, deverão encaminhar os filhos, no período oportuno, para as escolas do saber, viabilizando-lhes a instrução. Entretanto, jamais deverão descuidar-se de aproximá-los dos serviços da evangelização, em cujas abençoadas atividades se propiciará a formação espiritual da criança e do jovem diante do porvir.

 

Há pais espíritas que, erroneamente, têm deixado, em nome da liberdade e do livre-arbítrio, que os filhos avancem na idade cronológica para então escolherem este ou aquele caminho religioso que lhes complementem a conquista educativa no mundo. Tal medida tem gerado sofrimento e desespero, luto e mágoa, inconformação e dor. Porque, uma vez perdido o ensejo educativo na idade propícia à sementeira evangélica, os corações se mostram endurecidos, qual terra ressequida, árida, rebelde ao bom plantio, desperdiçando-se valioso período de ajuda e orientação. É então que somente a dor, a duros golpes provacionais, poderá despertar para refazer e construir.

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